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Mostrando postagens de junho, 2017

Cibercidadania e Teledemocracia

Embora a cultura digital e os Ciberespaços tenham modificado em muito nossos conceitos de tempo e espaço, abrindo oportunidades que até então nenhuma outra geração havia jamais experimentado, conceitos novos e sofisticados não parecem ser capazes de superar velhos e persistentes problemas que perseguem a humanidade.  Ainda assim, com todas essas oportunidades a estrutura do modo de produção vigente se readequou e tomou uma nova roupagem, impedindo que a verdadeira transformação se realizasse, e tentando o máximo possível frear as conquistas que foram realizadas. Pesquisas tanto qualitativas, quanto quantitativas têm tentado entender a natureza das relações realizadas nesses novos espaços e tentado perceber se essas relações podem evoluir para que as redes constituam-se de fato em uma ágora eletrônica. Uma espaço de debates e construções onde as ideias possam ser discutidas e todos possam crescer juntos. Já foi bastante debatido aqui as diversas concepções sobre as novas tecnol...

O Local e o Global

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As cenas das centenas de milhares de refugiados sírios atravessando as fronteiras da Europa em busca da Alemanha ainda estão bastante presentes na mente de todos. Apesar dos constantes gestos de solidariedade e compaixão, tivemos do outro lado também cenas de represália, medo e raiva partindo de outros lugares da sociedade. Entre tantos momentos que chamaram tanto a atenção de todos, a imagem de uma repórter húngara chutando um refugiado com seu filho nos braços é uma das que mais marcou e que é retratado no vídeo acima.  Embora tenhamos nos debruçado ao longo de todo o semestre para debatermos as transformações causadas, primeiro pelas mídias de massa, e depois pela cultura digital e o advento do Ciberespaço, é notório como toda essa revolução não foi capaz de desconstruir todas as reminiscências da velha modernidade. É justamente essa modernidade que é evidenciada pela repórter, do apego ao local ao nacional e aos nacionalismos, que está impregnada a ideia de pertenciment...

Os Velhos e Novos Commons

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A leitura do texto de Benkley, A economia política dos Commons, trouxe de imediato a tona, um período muito mais remoto da História, a transição na Inglaterra, do Período Medieval e seu modo de produção feudal, para a Revolução Industrial e o emergente modo de produção capitalista. Justamente nesse período, tivemos a Lei dos Cercamentos, que consistiu na privatização das terras que no período medieval eram de uso comum dos camponeses e essenciais para o modo de vida que eles levavam. Toda a tradição de uso comunal das terras foi quebrada e, com isso os antigos Senhores feudais deixaram de ser os detentores de terras do antigo mundo feudal e se constituíram nos grandes proprietários do campo. Sem suas terras comunais não restou nada aos camponeses, os novos despossuídos, a não ser mendigar e peregrinar pelas estradas em busca de um novo lugar. Os cercamentos e o fim das terras comunais não tiveram outra consequência a não ser a fuga para os grandes centros urbanos, em especial ...